As aventuras e as desventuras como contrafaces de si mesmas.

Nem tudo dá sempre certo. Quando chegamos à fronteira da Turquia colocaram um carimbo em nossos passaportes identificando que havíamos entrado de carro, por fronteira seca, vindos da Grécia.

Na janelinha seguinte o agente aduaneiro fez sinal para que esperássemos ali e foi até a parte traseira da Lola. Minutos depois, exagerado e emocionado, o sujeito começou a gesticular nervosamente. Para nosso espanto apontava para placa da Lola e repetia palavras que não alcançávamos decifrar!

Não era nada grave, apenas em turco chamava seus colegas para constatarem: o carro era da cidade do Alex de Souza!!! E todos falando ao mesmo tempo perguntavam novidades do Alex, do Alex deles, do Alex que fez mais sucesso na Turquia do que na sua Curitiba. Como somos atleticanos dissemos que nem sabíamos de quem se tratava!

Mentira. Contamos que estava muito bem, que o Alex alvi-verde havia se tornado treinador (sem grande sucesso, é verdade) e, preferindo a meia-verdade contamos que seu time do coração havia sido campeão! Não mentimos! De tão felizes foram enfáticos ao nos recomendar que não deveríamos tentar sair da Turquia sem o carro, já que isso não seria permitido.

Lembrei na hora das dificuldades enfrentadas por Sérgio e Eleni do Projeto Mundo-cão na Colombia. Quando as autoridades souberam que haviam deixado o carro quando foram ao Brasil de avião, ficaram muito irritados. Antes de conseguirem embarcar a Land deles para o Panamá tiveram que superar dificuldades burocráticas e sofreram muitos incômodos por causa disso.

Dentro de alguns dias vamos embarcar para Paris, de avião, e de lá iremos ao Brasil, para o início das aulas de Fran e Bá.

Por conta do dito carimbo identificando o ingresso na Turquia por terra certamente teríamos que nos explicar, pois poderiam não nos deixar sair do país sem o carro. Havia um possível entrave a ser enfrentado.

Em alguns relatos de viagem os problemas raramente aparecem, como se as perambulações em países estrangeiros não tivessem os presumíveis contratempos, omite-se ser frequente a mudança de planos e as frustrações em face do que se havia imaginado. A vida não é assim: como todos os que agora nos leem também temos que contornar dificuldades, que superar obstáculos, que alterar constantemente os planos. A vida na estrada para alguns é – artificialmente -sempre rósea, um mero comemorar tantos meses e dias de viagem, uma quilometragem redonda, um novo país visitado, como se as fronteiras fossem apenas o prenúncio de nova tachinha espetada no velho mapa emoldurado por uma familiar parede e não, também, motivos de apreensão e fontes de aporrinhações diversas.

Como na vida de todos, de cada um de nós, no sofá ou na estrada, se faz necessária a antecipação, a adoção medidas preventivas, contigenciando expectativas e prevenindo possíveis enroscos decorrentes da Lei de Murphy.

Para evitar tudo isso fomos com alguns dias de antecedência ao aeroporto em Istambul para reportar nossa situação aos agentes aduaneiros que, gentilmente, nos orientaram a fazer um requerimento para deixarmos a Land aqui na Turquia enquanto seu motorista estiver fora do país.

Todavia não pudemos fazer isso imediatamente,pois exigem cópia do check-in do voo internacional (entre outros documentos) para tramitarem a papelada.

Prometem que não demorará muito. Por via das dúvidas faremos o check-in no dia da partida com 5 horas de antecedência. Perdemos o dia e a paciência várias vezes durante este dia. Para se ter uma idéia tivemos que ir do aeroporto do lado asiático ao aeroporto do lado europeu. Foram duas horas para rodar 56 km por dentro de Istambul, uma cidade que lembra São Paulo, em tamanho e no trânsito que, de tão travado, possibilita fonte de renda para dezenas de ambulantes oferecendo pretzel e água. Mas, como sempre, deu tudo certo no final.

O carro, já decidimos, ficará no estacionamento do aeroporto europeu de Istambul enquanto Xixo estiver no Brasil, pelo prazo máximo de 30 dias (um mês, para voltar, a partir do embarque).

No início de março, de volta à Turquia, é que decidiremos por onde continuará a Nossa Grande Viagem: se iremos diretamente ao Irã, se passaremos na Armênia, na Geórgia e no Azerbaijão antes de irmos embora para Pasárgada, para Persépolis e para a atual capital da antiga Pérsia.

Postado por Xixo, com fotos de Francisco.

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