Fomos a Meteora por recomendação de amigos.

Nunca imaginaríamos que naquele fim de mundo teria uma coisa tão linda. Parece que as montanhas surgem do nada. O Fran se divertiu tirando fotos dos mosteiros e das paisagens. Logo que chegamos, paramos para fazer mais uma sessão de fotos da Lola. Aproveitei para pedir ao meu pai mais uma aula de direção. Estou ficando mais calma no volante. Até me ofereci para ir dirigindo até Istambul mas eles não gostaram da ideia.

Postado por Bárbara.

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A Lola tomou banho!

Reparamos ontem que a última vez que lavamos a Lola foi em agosto, em Los Angeles, nos EUA! Paramos em um dos vários “lava-cars” que passavamos pelo caminho e demos um bom banho nela. Ficamos procupados ao perceber que o sal das estradas nevadas pelas quais passamos corroeu um pouco da tinta. Que bom que lavamos agora, antes que ficasse sério.

Postado por Bárbara.

Adoramos cozinhar.

Nesta semana tivemos a sorte de passar 3 noites com o Renan e a Paula (blog: https://m.facebook.com/OutsidersBrazil/)em um lugar onde podíamos cozinhar. Passamos o aniversário do Renan com estilo. Fizemos uma paleta de cabrito com polenta deliciosa. Todo mundo na cozinha ajudando em alguma coisa. Depois eu e a Paula ainda fizemos um bolo de cenoura para cantar parabéns. Nos outros dois dias fizemos macarrão com molho de salsicha (estávamos com saudades de casa) e um frango caipira cozido na cerveja com maçãs verdes. Assim como no Alaska, o coitado do Fran lavou a louça.

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Muita gente nos perguntou sobre o frio.

Alguns posts atrás, meu pai disse que a calefação do carro estava sendo suficiente. Isso vem mudando. Está ficando cada vez mais frio por aqui. Hoje na estrada, a temperatura chegou a 25 graus negativos! Está tao frio que a parte embaçada do vidro congela mesmo com a calefação ligada dentro do carro. As garrafas de água todas congelaram. Para limpar o para brisas do sal da estrada não se pode jogar água, pois ela congela em questão de segundos. Aprendemos com um atendente do posto de gasolina que o melhor é jogar um punhado de neve no vidro e esfregar. Por sorte compramos um raspador de gelo para o vidro, se não não conseguiríamos ver nada. Vamos nos adaptando aos poucos ao frio. Em Skopja compramos mais meias quentes. Estamos usando no minimo duas camadas de meia, ceroulas (ou mijão para os paulistas) e muitos casacos. Estamos confortáveis. Dançamos ao som do radio local para nos esquentar. O bom humor continua!

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Finalmente compramos a correntes!

Desde o começo desta viagem estamos preocupados com as tais correntes para os pneus do carro que seriam essenciais para andar na neve. Fomos empurrando isso para depois com a desculpa de que quanto mais perto desses paises mais nevados, mais facil seria de achar. Quando finalmente fomos tentar comprar em um posto de gasolina, não achamos do tamanho do nosso pneu. Deixamos para o posto seguinte, o próximo vai ter, não foi dessa vez mas vai ter no outro… Comecou a ficar preocupante. Quando entramos na Bulgária estava nevando muito. Estávamos com medo do carro patinar então fomos a 30km/h durante 6 horas até que o tempo melhorasse. Decidimos não sair de Sofia, capital do país, sem comprar as tais correntes. Hoje de manhã paramos em uma oficina mecânica onde fomos super bem atendidos por Teodor Kirkov. Eles não tinham as correntes lá, mas com muita simpatia, nosso novo amigo nos levou até uma empresa especializada em equipamentos para veiculos 4×4 que ficava a 10km da oficina. Ele falava búlgaro e nós português, ninguem dominava totalmente o inglês, mas nos entendemos. No fim, Teodor resolveu nosso problema e ainda mandou uma mensagem para a página. Este post é em agradecimento a ele.

Mensagem do Teodor:
“Hello Wilson. I am very glad that i met, you and your wonderful children.one must be very brave and with a big heart to begin this great journey. sorry i not speak english or portugues language to tell you about our wonderful land and many good places in it. i wish a good journey and a lot of pleasant emotions! You,r a great Father and your children will be proud of you.”

Postado por Bárbara.

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Eslováquia, 55, Hungria, 56.

Clique aqui para assistir ao tombo, digo, ao vídeo!

Completamos hoje 56 países! Estávamos contando na estrada quantos países eu e o Fran conhecemos: agora são 56! Comemoramos com estilo numa pista de patinação no gelo em Budapeste. Não patinávamos há mais de 3 anos. Se assistirem o video até o fim verão o que a falta de prática fez com a gente. E o pai sacana ainda gravou tudo!

TUUUUUUUUUÚNEL!

Clique aqui para assistir ao vídeo!

O caminho que faremos hoje de Zagreb, na Croácia a Viena, na Áustria, tem dezenas de túneis. Gastamos o folego com uma brincadeira que fazemos desde o começo da viagem. TUUUUUUUUUÚNEL!

Já na Croácia comemoramos não só 21 mil seguidores na pagina, como também a vigésima primeira fronteira.

12522962_732154823593573_5865739153755438139_nApos mais de um ano de viagem, temos apenas de agradecer a companhia, apoio e as recomendações dadas pelos viajantes.

 

Pontos altos de Innsbruck são as pistas de esqui.

A cidade é cercada por montanhas nevadas, cada uma com sua única e incrível pista. Infelizmente nós temos pouco tempo e temos que deixar algumas coisas para trás. Um dos objetivos desta viagem é conhecer os campos de refugiados aqui na Europa, por este motivo, optamos por ficar menos tempo aqui em Innsbruck, só 2 noites, e não dará tempo de esquiar. Por sorte o inverno aqui é longo, então teremos muitas outras oportunidades durante os próximos dias.

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Mais uma aula de direção.

Na descida do Castelo Neuschwanstein, que não pudemos visitar por dentro, pois estava “sold out”, entramos, a pedido do Fran, num campo que, olhando da pista, não tinha nada de interessante. O Fran tinha razão, as árvores estavam cobrindo a vista, as imagens explicam melhor. Passamos mais de uma hora só olhando em volta. O conjunto das montanhas, as nuvens e dois castelos lindos era de tirar o folego. Enquanto o fran corria de um lado para o outro tirando fotos, eu pedi para o meu pai para dirigir com a desculpa de “não da pra bater em nada aqui”. Ele deixou. Dei algumas voltas pelo campo e logo tive que trocar de novo com o meu pai para chegarmos ainda de dia em Innsbruck, na Áustria.

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Sempre é mais facil viajar no verão.

Hoje, saindo de Paris, refizemos as malas e organizamos o carro.
No primeiro semestre do ano passado, viajamos o tempo todo no verão, durante 6 meses. Agora, a viagem vai durar bem menos, 45 dias, mas no frio do inverno na Europa. Não conseguimos diminuir o tamanho das malas. Pegamos a cuia e o chimarrão e partimos em direção aos balcãs.

Postado por Bárbara.

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Hoje Nossa Grande Viagem chegou ao décimo-nono país e atingimos 19 mil companheiros de viagem. Temos muito a comemorar.

Postado por Bárbara. — em Paris.

Qual foi o lugar que vocês mais gostaram na viagem?

Esta está entre as coisas mais perguntadas na viagem. E talvez a mais difícil de responder. Cada pais e cidade são únicos, por isso separamos assim:

Como paisagem mais bonita, fica a disputa entre o Chile e a Bolívia, pela variedade entre desertos, montes nevados, vales, lagos e rios. Apesar de que principalmente no norte da Bolívia, o lixo está por todas as partes e estraga o encanto das paisagens.

Como diversidade da natureza, a Costa Rica ganha em disparada. Em uma pequena caminhada conseguimos ver iguanas, preguiças, quatro tipos de macacos, tamanduás, inúmeros tipos de pássaros incluindo araras e papagaios, antas, sapos, lagartixas que andam na água e o que mais conseguir imaginar. Não preciso nem comentar não é?

Por fim como lugar com as atividades mais legais fica a dúvida. Eu fico inclinada a votar no Alaska por uma única atividade que nunca tínhamos feito: escalar no gelo. Mas, além disso, tiveram diversas subidas em vulcões, raftings, tirolesas e caminhadas que não podem ser ignoradas.

Lobitos.

Mesmo depois de duas experiências terríveis com os famosos “cachorros do mar”, que são chamados assim pois, teoricamente, brincam como cachorros com os mergulhadores, ainda nos aventuramos com essas estranhas focas com orelhas. Para quem não acompanha a viagem desde o começo, no início do ano, na Península de Valdéz, Argentina, saltamos numa água de 13 graus celcius à procura desses animais. Aconteceu que a água estava tão fria que nem os lobos marinhos quiseram entrar.

Depois, mais recentemente na Baja California, tentamos de novo. Mesmo com a temperatura mais favorável, eles não apareceram nem para dar um “oi”. Chegando em Galápagos, o primeiro mergulho era com eles, não esperavamos muito e não muita coisa aconteceu. Já tinhamos desistido deles quando, curiosos enquanto observavamos a grande variedade de tubarões, tartarugas, arraias, moreias e outros bichos, resolveram se intrometer entre nós. Um em especial adorou brincar conosco, como mostra o video. Girando e se mostrando, metido, fazendo seu show.

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Amigos que fizemos no caminho.

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Tive que dizer tchau pra Lola.

Como já viram nos posts anteriores, a nossa Defender, Lola, está com problemas mecânicos e ficará na oficina em Los Angeles até, no minimo, dia 22. Neste dia o meu pai e o Fran voltarão para buscá-la. Eu não. Voltarei para o Brasil, pois tenho compromissos com a escola. Nesta mesma data completamos 6 meses de viagem, e que grande viagem hein? Pois bem, tive que me despedir da Lola, ela que já foi Lolita e também Dolores. Espero encontrá-la no fim do ano, onde quer que esteja. Um beijo para a barulhenta, encrenqueira, ciumenta e principalmente amada Lola.

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Mc Carthy e Kennecott

Nas cidades de Mc Carthy e Kennecott vivem permanentemente 10 familias. No verão, alta temporada, chegam aqui cerca de 200. Ao todo, durante o ano não entram mais do que 1000 pessoas nessa região. Não é à toa, as cidades ficam a 140km da civilização e não tem energia ou qualquer outra “mordomia”. Era literalmente o fim do mundo. Toda esse isolamento tem vantagens. O lugar é incrivelmente limpo e com pouca gente e a paisagem é de tirar o fôlego. Nesta cidade fizemos escalada no gelo.

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Coldfoot

Depois das longas 8 horas até a primeira cidade pra lá do círculo polar, fomos procurar um hotel. Apesar de estarmos agora com o 199, achamos merecido um bom e longo banho quente. A cidade, Coldfoot, é pequena, feia e não tem quase nada. Nos arredores achamos um hotel, mas a mulher cobrava 120 dólares para um quarto para duas pessoas e mais 20 por pessoa extra. Achamos um absurdo e acabamos passando mais uma noite no carro.

Até que valeu a pena. Enquanto o Fran, disfarçado de arbusto, procurava pássaros para fotografar, eu e o meu pai, ao som de Queen, fizemos uma fogueira e preparamos uma deliciosa sopa de feijão para matar a saudade. Só exageramos um pouco na pimenta.

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A melhor parte de morar num motorhome é, sem dúvida, cozinhar.

Brincamos que a gente nunca come muito, mas quando a comida é boa… Bem, vocês vêem nas fotos. Eu insisto em não parar em restaurante e fazer tudo aqui. Mesmo que tenha que limpar depois. O fato é que além de ótima comida, acabamos dando boas risadas.

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Universal Studios

Entre os dias de aventura, subir montanhas, raftings e caminhadas, temos nossos dias turistões. Hoje foi um desses. Fomos ao Universal Studios e entramos em quase todas as atrações. Comemos no Krusty Burguers (do seriado Simpsons), onde a comida era pior que Mc Donalds, mas valeu pela historia. Nos divertimos. Até que são divertidos os dias de turista.

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Essa vai pro livro!

Dan e Li, Paula e Renan e Michelle (Sheila) e Roy, muito obrigada por tornar o que poderia ter sido só um fim de semana frio cheio de reclamações em dois dias de muita risada e conversa. Foram dias de não se esquecer. Essa vai pro livro!! Podemos dizer agora que valeu o frio. Amabry e Rosely, uma pena que não ficaram mais um pouco, mas a gente se vê no caminho. Boa viagem a todos, vamos esperar mais um encontro desses. Isso vale como voucher.

Com: Zanzando ,
Outsiders Brazil ,
Mundo por Terra – Uma fascinante volta ao mundo de carro e
Vamos pro Alasca.

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Fiz um amiguinho no Grand Canyon!!

(Por sorte ele não me mordeu porque vimos depois uma placa dizendo que passam doenças graves)

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Vegas Indoor SkyDiving

Hoje acordamos tarde e gastamos um tempinho procurando o que fazer em Las Vegas durante o dia, coisa que achamos que seria difícil. Não demorou muito para que o Fran achasse uma coisa que nos deixou loucos.

SkyDiving Indoors. É usado como treinamento para paraquedismo, chamamos de Túnel de vento em português. Faz um tempo que queremos fazer isso, mas no Brasil só existe em São Paulo e custa cerca de 400 reais por de 30 a 40 minutos de vôo.

A experiência foi incrível, tivemos alguns minutos de aula e logo entramos no desejado túnel. A sensação de estar voando foi uma das melhores que já tivemos. Realmente imperdível.

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A melhor padaria do mundo

Saindo de Tecate, uma cidade na fronteira entre México e EUA, esperávamos o mesmo “desayuno” (café da manhã) de sempre, parar no primeiro lugar que víssemos, as vezes um posto de gasolina ou um pequeno café e comer o que tiver. Mas tivemos a sorte de ontem termos ficado amigos dos recepcionistas do hotel, que nos contaram com orgulho que na cidade tinha “A melhor padaria do mundo”. Pensei primeiro que era de um parente dele, por isso tanta propaganda, mas as 6 da manhã em direção a uma fronteira difícil, o que custa tentar? E nos demos bem. Chegamos na “panaderia el buen pan”, o lugar era pequeno e simpático, com um cheiro forte de pão que acabou de sair do forno. A porta da cozinha estava aberta e deixaram o Fran entrar para algumas fotos e eu só para olhar. Saímos bem preparados para algumas horas de trâmites. O que foi também outra felicidade pois não nos incomodaram, só precisamos dos passaportes e de um sorriso no rosto.

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Incrível beleza da Baja California.

Depois do off-road não planejado, nos deparamos com esta incrível beleza da Baja California.

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Resolvemos arriscar de novo

Apesar da Péssima experiência que tivemos no começo da viagem, resolvemos arriscar de novo. Hoje acordamos tarde. As 8 da manha, fizemos o nosso próprio café da manhã e dividimos com o Andrew, outro hóspede desse aconchegante hostal. Nessa viagem ficamos em tudo que é lugar. Campings, hotéis 1, 2, 3, 4 e até, quando nos permitimos um pouco mais de conforto, 5 estrelas, refúgios e estes simpáticos hostais. Decidimos finalmente que o nosso preferido é o último. Nos sentimos um pouco mais em casa, faz falta as vezes fazer sua própria comida, lavar sua própria louça, arrumar sua própria cama. Além de é claro conviver com as pessoas. Quando se entra em um hotel desses executivos, no máximo um “buenos dias” se da aos que passam. Aqui, logo chegando trocamos musicas com Andreas, o recepcionista e fizemos amizade com os outros ali hospedados. Bom, depois tivemos dois ótimos mergulhos, um com os famosos lobos marinhos e outro com um naufrágio. Salvamos a nossa ideia de mergulho com lobos, agora nossa lembrança desses animais será deles brincando e mordendo (de levinho, não se preocupem) as nossas mãos.

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Finalmente!

Depois de 3 anos procurando o “bichinho”, o encontramos, na verdade tivemos a sorte de ver 4!! Agora só nos falta a Manta Gigante, o Tubarão martelo e talvez uma Baleia Azul para fechar com chave de ouro. Ta talvez eu esteja pedindo de mais, mas fazer o que? Dizem que a esperança é a ultima que morre.

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Lei de Murphy

Já ouviram falar da Lei de Murphy? Aquela que diz que se pode dar errado dará. Então, foi o que aconteceu com a gente ontem. Como o Fran disse, estamos correndo para chegar na “Overland Expo”, com a nossa sorte, ficamos parados ontem durante QUATRO HORAS na estrada. O motivo está explicado num post anterior. Um caso parecido aconteceu quando, na Colômbia, estávamos correndo para chegar a tempo de pegar o ultimo Ferry que passava para o Panamá. Ficamos parados por um protesto indígena na estrada. Acabou que deu tudo certo. Desta vez também. Sairemos hoje as 3 da manhã em direção a Baja California.

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Foram 900km de estrada hoje.

Mais de 200 dólares só de pedágio, da pra acreditar? A estrada é muito boa e rápida, fizemos tudo em 12hs, mais uma hora dentro da cidade ate achar hotel (em nenhum a Lola entrava no estacionamento). Agora vamos aproveitar a cama e descansar bem para amanha as 8 da manhã estarmos de volta rumo a Manizales, aonde pegaremos o ferry para a Baja California.

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16 mil curtidas!

Obrigada a todos que acompanham a viagem, completamos ontem 16 mil curtidas!! Se puderem, compartilhem a página e ajudem os viajantes.

Encontramos hoje Roy e Michelle, da viagem Mundo por Terra

Encontramos hoje Roy e Michelle, da viagem Mundo por Terra – Uma fascinante volta ao mundo de carro, estão na segunda volta ao mundo!! O livro deles nos inspirou para a viagem e agora finalmente os encontramos em Palenque, uma cidade no meio do nada. Interrompemos o café da manhã deles para conversar (desculpa pelo café frio hahaha). O encontro foi muito legal, ainda queremos marcar um jantar ou almoço mais pra frente.

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Meu pai coitado, é vegetariano.

Brincamos que por isso merece castigo, acho que as pessoas levam a serio. É sempre difícil achar algo para ele comer, principalmente na viagem. As vezes acaba ficando só com “frijoles con arroz y platanos” (feijão com arroz e banana), geralmente o acompanhamento dos pratos. Quando pede sem carne, o privam também de qualquer gosto, tiram o sal, a pimenta, o azeite ou qualquer outra coisa que deixe a comida saborosa. Os raros restaurantes com a opção “pratos vegetarianos”, servem basicamente sanduíche de alface e brócolis, queijo também não pode. Eu e o Fran tentamos escolher a melhor opção para ele, mas as vezes simplesmente não tem opção. Na foto tem o prato classificado pelo meu pai como pior comida da viagem, “parecia isopor!! Sem gosto nenhum!”

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Amanhecer em Tikal

Amanhecer em Tikal. Acordamos às 3 e meia. Valeu a pena. Aumentem o som para ouvir os pássaros e os macacos que rugem (monos aulladores).

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Cavernas da Candelária

As cavernas da candelária, no caminho entre a Cidade de Guatemala e Tikal, são fantásticas. A dica foi do Dan, também viajante (zanzando.com). O conjunto tem mais de 180 cavernas sendo apenas 3 delas visitáveis. Fomos na maior, uma sequencia de salas amplas uma mais linda que a outra. Entradas de luz com efeitos incríveis dos raios solares. Nos lembrou as caminhadas pelo Petar, um lugar entre Curitiba e São Paulo, outro lugar lindo, recomendo. Como sempre, histórias sobre lugares sagrados de sacrifícios Maias. Na semana seguinte, virá um grupo de franceses que atravessarão o oceano para participar de uma destas cerimônias. Com direito a sacrifício de porco do mato e tudo. Eu passo, mas tem louco pra tudo né?

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Lago Atitlan

Várias pessoas nos recomendaram na Guatemala o “Lago Atitlan”. Realmente vale a pena. Ele fica a 3 horas de Antígua, uma cidade colonial imperdível (post anterior). Chegando lá se pode pegar uma lancha coletiva (3 dólares por cabeça e trecho) ou uma particular (60 dólares pelo grupo o passeio todo) para as cidades que bordeiam o lago. No nosso caso foi uma lancha particular, fomos a duas cidades. San Juan, aonde caminhamos por entre as lojinhas simpáticas e os nativos, todos vestidos tradicionalmente de acordo com a tribo. E Santiago, aonde almoçamos e visitamos um mercado incrivelmente variado, gente sentada no chão vendendo de sabão “OMO” e lã para costurar até carne, frutas, verduras e grãos. Apesar do céu nublado, o dia valeu a pena, saímos de lá com um casaco para o Fran e um sorriso na cara de cada um.

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Provamos ontem uma iguaria salvadorenha, a Pupusa.

É basicamente uma massa de milho e água recheada com o que vc quiser. Arriscamos as de feijão com carne, as de camarão e hoje de manhã só de queijo. O lugar onde vendem não é lá grande coisa, uma chapa com as pupusas e umas mesinhas em volta, mas a comida é realmente muito boa. Além do atendimento simpático. Nos impressionamos principalmente com os preços, cada uma era 25 centavos de dólar!! Para quem for passar por aqui, não perca a oportunidade de provar.

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Simba

Ai vai a resposta do post anterior. Este é Simba, ele tem 2 anos e de pé é um pouco maior que eu. De brinde veio esse macaquinho simpático (Tá talvez não tão simpático já que fez xixi no meu ombro…). Hoje pegaremos um vôo no mesmo aviãozinho minusculo para Tegucigalpa.

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Selfie com a tartaruga

1509964_575185239290533_4732877275238624882_nHoje foi o dia da selfie com a tartaruga, amanhã tentarei tirar com o “gatinho”. 10 Pontos para quem acertar que gatinho é esse!!! Dica: Meu pai e meu irmão não vão por um motivo. Começa com “Me” e termina com “do”.

Os guias estavam certos!!

Aqui é o segundo melhor lugar do mundo para mergulhar!! Muita vida e muitos corais, a visibilidade, mesmo com o mar batido, de pelo menos 20 metros. Vimos ainda um naufrágio, Mr. Bud, pequeno mas muito legal, entramos nas partes mais amplas dele e o Fran tirou lindas fotos. O único problema foi a minha escolha de roupa, mesmo sendo uma roupa M-L (eu normalmente uso P), a roupa ficou super apertada e eu mal conseguia mexer. Vai ai uma foto dentro do naufrágio da minha tentativa (falha) de esticar a roupa. Amanha tem mais, e os guias prometem maior visibilidade (como assim?).

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Mergulho na Costa Rica, Isla caño

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Esse video foi do nosso ultimo mergulho, na Costa Rica, Isla caño. No mesmo campo de visão víamos até 12 araias juntas!! Foi lindo. Amanha mergulharemos aqui em Roatán, ainda não temos muitos detalhes sobre o mergulho. Contaremos a noite como foi.

Postado por Bárbara.
Gravado por Xixo.

Hoje aprendi como fazer chocolate.

Segundo Ismael, o professor, fazer chocolate é fácil, a receita inclui cacau, açúcar, uma dança maia e MUITA risada. As duas horas de aula passaram voando. Entre cada processo (torrar o cacau, descascar, moer e bater) uma dança e musica diferentes. Muito divertido. No fim uma pequena prova sobre os dados falados durante a aula (você sabia que em um só cacaueiro podem crescer até 100 frutas? Eu também não) e uma barra de chocolate com o que queríamos. Eu fiz uma simples meio-amarga com amêndoas, para agradar ao meu pai. Existem museus como este por toda a América central, para quem passar por aqui, recomendo.

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Depois da oitava queda perdeu a graça.

A subida do Madeiras é difícil. Muito íngreme e quente. Mesmo assim chegamos na cratera em incríveis quatro horas (havíamos previsto no minimo cinco). De la a vista é linda, o vulcão esta extinto há muitos anos então no fundo da sua boca tem uma lagoa à qual não nos dispusemos a ir pois significava mais uma hora de caminhada tanto para a ida quanto para a volta. A descida foi a parte mais cansativa, escorregando na lama e gastando os joelhos, a unica coisa que não doía era talvez o branco do olho e o céu da boca.

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Ontem foi impossível dormir no carro.

Enquanto eu vegetava sentada no banco de trás, ainda com as roupas molhas do divertido rafting que fizemos de manhã, fiquei escutando a conversa nervosa entre os dois perdidos à minha frente. Logo na saída da cidade, ficaram em dúvida entre o caminho mais rápido ou mais bonito. Para variar um pouco, escolhemos o primeiro. Estávamos cansados. Entramos numa estrada de terra, desconfiados, mas seguimos o GPS. Depois de umas 3 horas nesta estrada horrível, os dois já super estressados em uma subida, conversando aos berros sobre uma latinha na roda, aquele sendo o menor dos problemas, admitiram que estavam perdidos e pararam para perguntar. No fim deu tudo certo. Quando chegamos no asfalto, falei minha praticamente única frase desde que entramos no carro: “Pai, podia parar? estou com vontade de ir ao banheiro” e desatamos a rir, lembrando de momentos como os que passam no video. Não foi o caminho mais rápido, mas com certeza o mais divertido.

Clique para visualizar o vídeo:

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Barú

Depois da longa caminhada de ontem, acordamos as 3 da manhã pois as 3h30 viriam nos buscar para subirmos o Barú. Calma, não somos tão loucos de subir o vulcão a pé de madrugada. Subimos de carro. Numa especie de rali para cima da montanha, o carro morreu varias vezes, quebrou 2 amortecedores e afrouxou a bateria. Sorte de não termos ido com a Lola. Aproveitamos as paradas para arrumar o carro e tiramos algumas fotos do lindo céu estrelado. La de cima, vimos o lindo amanhecer e o nosso principal objetivo, os dois oceanos, Atlântico e Pacifico, um de cada lado do vulcão. Com certeza valeu a pena!! Agora pegamos o carro e vamos para Costa Rica visitar mais parques nacionais. Que saudades que estávamos dessa animação da viagem.

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Melampodium divaricatum

A pedido do Fran, viemos para esta cidade. Escolhemos, de ultima hora, fazer uma observação de aves. Não esperávamos grande coisa do passeio, muito menos dos guias. Já estávamos prevendo aquela enrolação toda, dos “bosques sagrados mágicos” seguidos de chutes sem sentido. Nos enganamos. O passeio era guiado por Carlos, de 22 anos que sabia o nome cientifico de quase todos os pássaros e plantas que vimos. O passeio não poderia ser melhor, apesar de só termos decorado o nome de uma planta (melampodium divaricatum), anestésica: mordemos e ficamos com a boca amortecida. Aprendemos muito. Como diz o Fran, “o passeio foi bom, rendeu boas fotos”. E risadas.

Encontro de overlanders

Para alguma coisa serviram as 6 horas de fila em um dia e 7 no outro. Foi um divertido encontro de overlanders, todos fazendo a mesma viagem, cada um a seu tempo. 21 carros de Alemãos, Suiços e Austriacos juntos em uma excursão de 6 meses de Ushuaia a Mexico (Panamamerican Tours). Dai, se separam e alguns continuam mais 2, 3 e ate 6 anos viajando pela América do sul em seus MotorHomes cada um maior que o outro. Logo, mais dois jovens amigos alemães fazendo a travessia Ushuaia-Alaska em 1 ano. Um alemão e uma Argentina em 6 meses, alguns motoqueiros colombianos fazendo só um trecho da viagem e por ultimo mas não menos importante, dois franceses super simpáticos que estão fazendo a volta ao mundo em 1 ano em uma Defender 110 como a nossa mas com o teto escamoteavel (daqueles que se abre para permitir o acesso a uma cama de casal). Passamos quase todo o tempo com eles e como recompensa pelas longas horas de espera naquele sol escaldante, saimos para jantar na perigosa cidade de Colón e depois os deixamos na garagem do porto, aonde dormiriam protegidos.

Para quem se interessou na viagem dos franceses (Isabelle e Christien), ai vai o blog de viagem deles: http://onzeroad110.blogspot.com/

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Protesto indígena e demora na estrada

No caminho entre Pasto e Cali na Colombia, deveriam ser 6 horas e depois rodaríamos mais umas 3 para economizar tempo e chegar em Cartagena hoje, dia primeiro.

Estava tudo certo até que, por volta de 4 horas da tarde, começou o transito. A estrada não andava, nós com fome e vontade de ir ao banheiro. Eu e o Fran com os livros da escola no colo já cansados de estudar. Passavam as vezes uns vendedores de banana seca (as quais compramos umas 5 ou 6 vezes), e muitos policiais. Todos, como meu pai já disse em outro post, por volta dos 18 anos.

Perguntamos a um dos vários uniformizados ainda com o rosto cheio de espinhas qual o motivo do alvoroço todo. Descobrimos então que era um protesto indígena que tinha fechado a estrada e que não deixaria ninguém passar por pelo menos 4 horas. Desistimos da ideia de ganhar tempo e passar de Cali, sem chance. Como a lei de Murphy diz: “O pão sempre cai com a manteiga para baixo”. Quando íamos sair do carro esticar as pernas, começa a chover. Vemos os guris do exercito tentarem parecer indiferentes à chuva e tentamos passar o tempo e manter a calma, já que não havia o que fazer. Muito tempo depois ouvimos dizerem que o protesto estava deixando passar os carros pequenos.

Fomos enfiando o carro entre os caminhões como se estivéssemos numa moto até que passamos por um dos vários pedágios que ainda havia no caminho ate nosso destino. Cada um com mais e mais guardas, todos da mesma idade.

Acabou que chegamos tarde em Cali, cansados. Eu dormi no sofá-cama duro como madeira enquanto os aniversariantes dividiam a cama “boa”.

Falando nos policiais no caminho, quando estávamos parados pelo protesto, conversamos com 3 que estavam a toa, ouvindo musica perto do carro. Perguntamos se gostavam de servir ao exercito e responderam que como “buenos colombianos”, adoravam o trabalho. Pretendiam se profissionalizar mais tarde. Triste essa ideia tao forte de militarização no pais. Só no caminho de Cali a Cartagena, contamos 71 postos policiais distribuídos pelas estradas. Perdemos a conta dos pedágios, de tantos que eram, acho que gastamos mais em pedágios do que em hospedagem e comida juntos.

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Quito é uma cidade bonita

Quando andamos nas suas ruas vendo os pequenos restaurantes e lojas bonitinhos. Mas quando vista de cima, para ser exata de cima da enorme e linda igreja da candelária, ela parece mal cuidada. As casas parecem mal feitas, meio caindo aos pedaços. O caminho até em cima é cansativo, muitas escadas ingrimes. Meu pai não subiu a ultima parte, mas para o Fran valeu a pena, já que esta sempre com a câmera na mão.

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Feliz aniversário Fran!

Hoje comemoramos adiantado só o do Fran, dia 28 vem o do meu pai. Fomos em um restaurante lindo chamado “Casa Gangotena”, apesar de cansados, não deixamos de aproveitar. Logo no começo, cortesia da casa: uma degustação apimentada de 7 tipos de aji. Acompanhados de uma cerveja artesanal para o meu pai, uma corona para o Fran e um suco de amora para mim. De entrada (logo agora que saímos do Peru), 4 ceviches e rolinhos de carne de llama. Deliciosos. Prato principal: Magret de canard com molho de canela para o meu pai, Bife de chorizo para o Fran e Um mignon ao molho fungi para mim. Alem da maravilhosa comida, muita risada, cara feia para a cerveja e conversas com assuntos interminaveis. No fim, caindo de sono, nem pedimos a sobremesa, corremos para o hotel descansar para amanha ver “la mitad del mundo”. Parabéns irmãozinho, mais um ano, QUASE um adulto hahaha. Te amo.

Puerto Pizarro

A pedido do Fran, pouco antes de passar a fronteira do Peru-Ecuador, paramos num lugarzinho meio escondido chamado “Puerto Pizarro”. O objetivo era ver os famosos “Cocodrilos” da região, subimos num barquinho a motor e la fomos nos navegando. A maré estava baixa por conta do horário então o guia resolveu dar uma enrolada, nos levou até a “isla de las aves”, uma ilha em que as copas das árvores ficam infestadas de pássaros de todos os tipos. Eu e o Fran descemos para (ele) tirar fotos e ver mais de perto as aves. Meu pai, depois de acordar cedo e dirigir o dia todo aproveitou a pausa para deitar no banco do barco e dormir um pouco. Andando na lama dos mangues vimos aves lindas onde o Francisco se divertiu tirando fotos incríveis. Logo depois, era a hora dos tão esperados crocodilos. Navegamos por longos 15 minutos ate que vimos vários barcos parados, paramos e descemos. Estranhamos ter que ir a pé mas não questionamos, depois de uns 300 metros e vimos um homem vendendo (O que? Não ouvi direito) ingressos para o “galinheiro”, como meu pai chamou o lugar, aonde estavam por volta de 300 crocodilos. É uma espécie de Projeto Tamar dos crocodilos mas com um detalhe: Eles não são soltos na natureza, portanto, não sabem caçar e não sobreviveriam fora da mordomia do cativeiro. Em Curitiba chamamos esse tipo de passeio de “pega troxa”, e pegou, perdemos 2 horas de estrada para ver crocodilos atrás de muros e grades. Decepcionados, voltamos o mais rápido possível para o carro em destino a mais duas longas horas de fronteira.

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Longa caminhada Salkantay

Todos os dias na longa caminhada Salkantay, eramos “drogados” as 5 da manhã com chá de coca quentinho na “cama”. O chá é usado por todos os trabalhadores da Bolívia e Peru como droga para tirar a fome, a sede e o sono. Nós o tomávamos por volta de 5 vezes por dia. Logo depois tínhamos 30 minutos para arrumar as coisas e tomávamos um cafe da manha delicioso, com direito a omelete e tudo. No almoço e na janta o cardápio era: Uma sopa de algum grão (já não sobravam grãos para variar na sopa, foi feito de milho, trigo, quinua, arroz etc.), depois um prato de verduras com arroz ou massa para os vegetarianos e carne com os mesmos acompanhamentos. Depois da janta víamos o Tomas e Bonifácio, o cozinheiro, que iam todos os dias andando ao lado dos cavalos que levavam a carga, lavando os pratos na pia do banheiro, em q também se tirava água para lavar os cavalos e escovar os dentes. As condições de higiene eram mínimas, mas mesmo assim Bonifácio arrasou, principalmente no ultimo dia, conhecido como o dia em q os cozinheiros fazem uma especie de competição. Neste dia, os cozinheiros de varias agências trabalham lado a lado, uniformizados tentando fazer seu melhor prato. Na mesa ao lado da nossa, de italianos, teve massa. No outro lado, salada e torta de milho, na nossa, por ultimo, muitos pratos típicos: O famoso ceviche, “papas rellenas”, “papas dulces” e arroz com verduras e ovo. Ganhamos definitivamente.

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Lhamas e suas manifestações de afeto

Chegando na Ilha do sol, depois de uns 15 minutos subindo pela “escada do Inca” encontramos uma lhama fazendo o mesmo trajeto (Toneis de água nas lhamas são a maneira de distribuição de água deles pela ilha). Um ótimo motivo para parar e descansar um pouco. Me aproximei do animal para o Fran tirar uma foto quando ela me encarou um pouco. Virou a cabeça e cuspiu com vontade na minha cara. Rimos muito antes de voltar a subir a escada interminável.

Antes disso tivemos uma experiência um pouco mais simpática com 2 lhamas uma de 2 semanas e a outra de 2 meses na saída do Salar de Uyuni. Brincamos e eu ganhei até um beijo no nariz!

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Chacaltaya

Subimos o que pareciam fáceis 200 metros de caminhada para chegar ao topo do Chacaltaya. O único problema era que eram 200 metros a partir dos 5100 em que estávamos. Mesmo depois de muito chá de coca e subindo com calma, chegamos ofegantes e um pouco enjoados. Mas valeu a pena, apesar das nuvens e da chuva o lugar é incrível.

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Livros

Em um albergue no caminho entre São Pedro do Atacama e o Salar de Uyuni, aproveitamos a falta do que fazer para rearrumar as malas. No meio a confusão de tirar e colocar as coisas no carro, 3 crianças de uns 10 anos que moravam por perto, perguntaram se podiam subir no carro. Deixamos como sempre fazemos com as crianças que constantemente pedem para subir e eu comecei a conversar com elas. Uma enxurrada de perguntas sobre o que eram as caixas, se eram caixas de mágicos daquelas que a mulher entra e o magico serra ela ao meio, chutes sobre para que serviam as partes do carro, ate que a mais velha, de 11 anos, perguntou o que tinha em uma mala amarrada em cima do carro. Quando eu disse que eram livros da escola veio a pergunta que me emocionou. A menina contou que estudava em uma casinha que tínhamos visto antes, caindo aos pedaços e perguntou timidamente por quanto venderíamos os livros escolares. Nessa hora todos eles param o que estavam fazendo e me olharam atentos. Obviamente livros do nono e primeiro ano do ensino médio não serviriam para eles, mas o que mais me impressionou foi que eles não pediram roupas, dinheiro, brinquedos ou qualquer outra coisa que a maioria das crianças gostaria, os 3 estavam interessados em estudar. E pensar que na nossa escola, particular tem varias pessoas dizendo que não liga para a escola, que não precisa estudar e que simplesmente não aproveita as coisas que têm. Algumas lágrimas escorreram no meu rosto e elas continuaram me olhando esperançosamente. Eu expliquei que eram muito avançados para eles e desci rápido do carro, peguei algumas roupas que tinhamos separado para mandar para o Brasil e entreguei para eles. Eles abriram um sorriso infantil e abraçaram as roupas com força. Logo deram as mãos e foram brincar na rua.

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Uma escultura enorme de uma mão

Estávamos há horas rodando em um dos diversos fins de mundos existentes, quando vimos do lado da pista, vários carros parados juntos. Curiosos, fomos ver o que era. Uma escultura enorme de uma mão a qual ainda não entendemos direito. Ainda assim impressionante. Paramos, esticamos as pernas e logo voltamos a Lola para chegar em São Pedro de Atacama com a luz do dia. Deu certo e ainda fomos jantar em um dos melhores restaurantes no qual comemos em algumas semanas.

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No alto do enorme vulcão, Villarica

No alto do enorme vulcão, Villarica, finalmente vimos a cratera. Impressionante!! Era enorme e soltava, infelizmente, muita fumaça (enxofre). Eu e o Fran, entusiasmados com a chegada ao cume, ficamos muito tempo olhando a cratera e suportando o cheiro horrível dos gases. Péssima ideia, já na descida (que foi muito divertida) começamos a sentir dores fortes no peito. A dor foi aumentando com a passagem do tempo e só foi passar no dia seguinte depois de uma longa noite de sono.

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Fazendo amigos pelo caminho. Nosso segundo camping.

Desde ayer en Doña Rita Granja Museo, Chillán-Chile, tuvimos el agrado de hospedar a tan lindo personas, gracias Xixo, Barabarita y Francisco, obrigados pela visita.

Capillas de Marbol, em Puerto Rio Tranquilo

Se vier para a carreteira austral não deixe de ir às Capillas de Marbol, em Puerto Rio Tranquilo. É uma formação de mármore esculpida pela água do lago General Carreira (ou lago Buenos Aires do lado argentino) que forma diversas imagens, colunas e túneis. Incrível! No verão se pode ir visitar de barco ou caiaque, já no inverno, a água do lago congela, e se pode ir caminhando dentro da formação. Nós fomos no verão, mas como o Fran já disse, mais um motivo para voltar.

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Saímos da Argentina com estilo

10502146_518723824936675_4240823661206063473_nNa carona tínhamos Emerson, “o argentino mais legal da viagem”. Ele e o Francisco vieram a viagem toda tocando violão e cantando, super animado. Assim a viagem de 300km passou voando e logo tivemos que nos despedir, pena. No fim ele me deu uma pulseira e ao Fran deu a camisa que estava usando, logo depois de darmos a ele uma da viagem. Admiro essa logica mochileira de: “se ele me deu uma camisa nova e eu não preciso de mais uma, dou a minha”. Muito legal!!!

Será que vale mesmo?

Será que vale mesmo a pena encher os tanques reservas agora?

Foi o que o Fran perguntou em Bahia Blanca, mas meu pai insistiu e encheu. Bom, valeu a pena, e como… No caminho entre Torres Del Paine e El Chalten, o unico posto que encontramos, estava fechado. Paramos para abastecer com o que estava em cima do carro TRÊS vezes!! Com duas meninas chilenas na carona, paramos em um restaurante com uma dona muito simpática, que nos salvou nos vendendo os 15 litros essenciais para chegarmos a cidade. Chegando em El Chalten, o único posto que havia era uma especie de conteiner azul. Enchemos novamente os dois galões de cima do carro.

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Aventureiros…

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Meu pai é um ogro

Depois de jantar em um restaurante perto (já que a comida do hotel não é lá grande coisa), o garçom ofereceu uma coisa chamada “água perra”. Quando perguntamos o que era, respondeu que era uma mistura de água quente, lâminas de limão e folhas de hortelã. Meu pai, não entendendo direito o que o chileno dizia perguntou: “Es para llavar las manos?”.
Pronto, Francisco desatou a rir, eu super constrangida e o garçom ofendido. No fim eu e meu irmão pedimos a tal bebida como maneira de nos desculparmos. Não tinha muito gosto, mas valeu a história. Bem que eu disse, meu pai é um ogro.

Hicimos un amigo!!

10898322_516507205158337_6375092877700356676_nDepois de uma caminhada de 3 lindas horas até o Lago Escondido, no parque Torres Del Paine eu fui tomar um “chocolate caliente” no bar do hotel. Comecei a conversar com o garçom Argentino, Pablo e logo seu amigo, também garçom, chegou. Este era Javier. Contamos da viagem e ambos pareciam muito interessados. Conversando sobre o passeio que faríamos no dia seguinte, Javier se ofereceu para ir junto. Como era seu dia de folga, iria como amigo, não como guia. Marcado. No dia seguinte as 8 da manhã ele estava na porta do hotel para sairmos. Fizemos uma caminhada Friiiiia e depois nós quatro saímos para jantar.

Carne de Castor

Hoje comemos castor, com o meu pai irritado ligando para o banco no Brasil, todos com fome, pedimos o primeiro prato interessante que apareceu. Castor, imaginávamos um prato grande com carne de castor grelhada ou assada, qualquer coisa. Só não esperávamos crua. O prato era um carpaccio com queijo parmesão, ficamos em duvida se comíamos ou não, mas acabamos provando. Deliciosa!! Vale a pena provar.
Os castores vieram para a Terra do Fogo quando um Espanhol trouxe 25 casais da espécie para a exploração de sua pele. Como não há predador para o animal, ele se tornou uma praga. Hoje, eles devastam áreas enormes de bosques e alagam florestas com suas barragens. Tornando a sua caça permitida.

Saudade

Além de todas as coisas espetaculares desta viagem, temos também as incertezas, as dúvidas, a saudade… Ontem a noite, deitada na cama dura de um hotelzinho em El Calafate, sem internet e cansada depois de uma longa caminhada, os meninos sairam para comprar comida. Com o fone de ouvido, olhando para o teto. Um vazio me preencheu, uma saudade de tudo, da vida monótona que tantos desprezam, dos amigos, da familia. Uma solidão que só quem já sentiu vai entender. Hoje de manhã, acordando para pegar um vôo ao Ushuaia, já tinha passado. Como disse Martha Medeiros: “A noite sempre foi traiçoeira comigo”. Para futuros viajantes uma dica: Não desistam, o sentimento passa. A experiência que teremos aqui, fica para a vida toda. Espero que muitos de vocês tenham coragem para fazer o que fazemos aqui. Espero que cada vez mais as pessoas saiam da segurança de suas casas e escritórios e saiam para conhecer novos gostos, cheiros, cores. Não tenham medo do inesperado. Da para tirar uma parte boa de qualquer coisa.

Cerro Cristal, no Lago Roca

Escalamos hoje o Cerro Cristal, no Lago Roca. Treinando para enfrentarmos o Vulcão Villarica, Chile, em 15 dias, e a trilha Inca em um mês. O poeta andaluz Antonio Machado se celebrizou poe “el caminante” indicando que o caminho se faz ao caminhar. Hoje Bá e Fran, na descida, resolveram esticar a aventura, inventando outra rota. Eu voltei pelo sendeiro demarcado. Perguntei como fizeram. “Simples. Alguém tinha passado por lá a cavalo. Seguimos a “trilha” das bostas”. Filosófico! Sempre seguimos a trilha das merdas que outros fizeram, e tentamos evitá-las. Encontraram um caminho, fizeram seu próprio “sendero al caminar”. Eu voltei pela trilha “normal”. Por estas e outras é que renovo as esperanças nas novas gerações. E pensar que colegas e amigos desperdiçam pedaços de vida em vídeo-games ou vendo TV sem experimentarem as aventuras do vento na montanha e do convívio intenso. Uma pena. O pontinho preto ao pé do Cerro é a Land, nossa Lola — em El Calafate, Argentina.

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Punta Tombo

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Aulas de direção

Por medidas de segurança, eu e o Fran começamos hoje a aprender a dirigir. Depois de 150km numa estrada de chão quase deserta, concluímos que seria seguro termos nossas primeiras aulas na Península de Valdes. Dirigimos poucos minutos, não querendo exagerar. Foi só um teste, mas, até o fim da viagem, pretendemos saber dirigir. Esperamos que não seja preciso, mas, em caso de emergência, saberemos sair de algum problema.

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A “Tempestade”

Após mais ou menos 8 horas de carro, quase chegando em Bahia Blanca, eu estava deitada no banco de traz do carro, quando o Fran me chama para ver uma tempestade na qual iríamos entrar. Fechamos todas as janelas, meu pai ligou o para-brisa, todos preparados para a chuva. Chegando na esperada tempestade, notamos que nao havia pingo nenhum. Ficamos um tempo sem entender mas logo meu pai disse: “Será que é poeira?”. Nos entreolhamos com ar de dúvida mas logo concluímos. Sim, era poeira. Francisco tentou filmar alguma coisa até que vimos uma coisa ao fundo: Um redemoinho. O vento era tão forte que empurrava o carro de um lado para outro, realmente fascinante!

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Quem viaja também tem direito a Natal!

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Oito anos depois

1517460_506046329537758_4189493298126526743_nOito anos depois reencontrando os amigos para passar o natal, com Cupcakes, tiramisu e uma (quase) Ceia. Sem peru, sem tender, sem arroz à grega.

Estudos durante a viagem

Muitos perguntam como serão os estudos durante a viagem. Esse post é exatamente para esclarecer essa parte. Apesar de não poderem comparecer às aulas, Francisco e Bárbara não vão deixar de estudar durante este período. Conversamos com a coordenação da escola onde estudam e, como material de apoio, eles receberão por email, todas as provas e listas de exercícios com 15 dias de atraso. A técnica de estudos deverá ser auto didata e, quando voltarem, farão o segundo semestre normalmente. As médias serão feitas a partir da repetição das notas do segundo semestre para o primeiro. Por exemplo, se eles tiram 7 e 8 nos últimos dois bimestres, as notas ficarão como 7 no primeiro bimestre, 8 no segundo, 7 no terceiro e 8 no quarto.

A Projeção de Peters

10421215_492648744210850_8435737408983461550_nEsta é a comparação entre os mapas em projeção de mercator (a “normal”) e a projeção de Peters (proporcionalmente correta em relação aos países). Notem no mapa real o tamanho da África e da América do Sul. Comparem também o tamanho dos EUA e da Europa nas duas projeções: na “normal” e na real. Acho que isso explica porque o “normal” é imposto por quem manda no mundo.

Viagem pela Costa Leste da Austrália

10487465_490503487758709_177959783530271812_nEm uma viagem de 1 mês pela costa leste da Austrália, Nova Zelândia e Polinésia francesa, a Bárbara teve a oportunidade de em Sydney chegar bem perto de um coala. Não era permitido tocá-los pois eram ariscos, mas a experiência foi incrível, mesmo que em um zoológico, convencidos por apelos tipo “only 20 dollars, only 20 dollars”. Assim como o leão que encontramos no México – a oportunidade apareceu por acaso-, não sabíamos que seria possível chegar tão perto deles. Que sorte a nossa, heim! Nessa viagem, não encontraremos, obviamente, nenhum coala, mas veremos vários outros animais incríveis e imperdíveis.

Contagem regressiva

Acabaram as aulas, hora de se despedir dos amigos e preparar a viagem. Com o carro pronto só nos faltam alguns últimos detalhes. Bárbara e Francisco vão para Curitiba encontrar com o pai dia 18 para viajarem no dia 20. O site já está quase pronto. Agora só resta a contagem regressiva para o tal dia. 28….

Ocos das montanhas do PETAR

10407195_487625008046557_2246774573197920322_nVisitar cavernas com um no colo e a outra na mochila é bem mais difícil que simplesmente tentar acompanhá-los cabriteando pelos ocos das montanhas do PETAR, como há um ano (foto com os primos). Desde muito cedo procuramos os “intraterrestres” de que falava o maluco Tim Maia, inclusive na Espanha, na França, em Belise e no México, além escrutinarmos as localizadas no Paraná, em Minas e em Bonito (MS). Nesta viagem planejamos explorar cavernas na Guatemala, na Costa Rica e do outro lado da península de Yucatan.

Registros de viagem

10356405_487032158105842_8268037643300323753_nRegistros de viagem, antes feitos em cadernetas, em garatujas no verso de cartões postais ou em fotos, slides, filmes, atualmente figuram em posts nas redes sociais. Momentos eternizados, compartilhados generosamente. Na Playa del Carmen, México, pude registrar no celular um instantâneo. O próximo será com uma lhama bebê?